Artigo d’O Sambrasense relativo à importância da alimentação na nossa saúde

Artigo d’O Sambrasense relativo à importância da alimentação na nossa saúde

No mês de Janeiro, o jornal “O Sambrasense” publicou uma crónica de opinião do fisioterapeuta Tiago Malta. Desta feita e na sequência do artigo anterior, o tema focou-se na importância da alimentação na nossa saúde:

Somos o que comemos

Que o teu remédio seja o teu alimento e que o teu alimento seja o teu remédio.

Tudo aquilo de que vou falar neste artigo, assenta nas bases desta famosa citação de Hipócrates, conhecida há mais de 2400 anos.
De facto, é do senso comum a importância que uma boa alimentação representa no nosso equilíbrio físico e mental, como combustível mais básico de uma saúde vigorosa. Dentro de todos os fatores que podem influenciar, positiva e negativamente a nossa saúde, aquilo que comemos e bebemos no nosso dia-a-dia, fará a total diferença entre sermos seres humanos saudáveis, enérgicos e bem-sucedidos ou pessoas doentes, entristecidas e de fraca reação.
Olhando à nossa volta, percebemos que cada vez mais em Portugal se come mal – cerca de 1 em cada 3 crianças são obesas ou sofrem de excesso de peso. Vivendo nós num país em que a oferta alimentar é tão variada e em que a natureza nos oferece uma panóplia diversificada de frutas, legumes, leguminosas e cereais, perguntamos: Por que é que o nosso povo sofre cada vez mais com doenças relacionadas com alimentação deficiente? A resposta é simples: opções! Somos livres de as tomar, mas infelizmente nem sempre tomamos as melhores. Ao longo dos anos afastámo-nos da alimentação ensinada pelos nossos avós, com frescos da horta, frutas e baixo consumo de proteína animal, tendo havido um incremento do consumo de alimentos industrializados, processados, carregados de açúcar, corantes, conservantes, intensificadores de sabor, aditivos… no fundo, venenos…
Sabemos que é mais fácil abrir um pacote de bolachas no lanche de meio da manhã do que descascar uma cenoura ou uma manga. O que se passa, é que o facilitismo de hoje vai dar-nos muito mais trabalho e perda de tempo amanhã, em consultas médicas, saúde débil e dependência de medicamentos.
Vamos quebrar com essa tendência, tomar boas opções por nós e pelos nossos. Promover o consumo de alimentos oferecidos pela natureza: legumes, frutas, cereais integrais, água potável. Este é um método de escolha fácil, rápido e eficaz. Não existe na natureza, não coma! Não existe nenhuma árvore de refrigerantes, nenhuma planta que dê bolachas ou chouriços do bosque.
Prefira os produtos biológicos e orgânicos, confecione os alimentos de forma simples – promover os cozidos a vapor e salteados – e fuja a sete pés da comida de plástico. Habitue-se a beber muita água e se para si não for fácil beber água por alguma razão, a opção das infusões de plantas e chás naturais (sem a colherinha de açúcar, como é obvio!) é uma hipótese viável.
Procure aconselhar-se com profissionais de nutrição e dietética. Não são só as pessoas com excesso de peso que beneficiam de um plano alimentar bem construído. Faça uma consulta para esclarecer as suas dúvidas e construir um plano alimentar à medida das suas necessidades. Vai sentir a diferença.

Vamos remar juntos contra esta maré de “Viver para Comer” e acreditar que podemos “Comer para Viver… Bem”
Votos de um excelente 2015, com boas opções.