A Osteopatia Pediátrica

A osteopatia Pediátrica é uma área da saúde que entre mães, pais e cuidadores já se fala bastante. Muitos já lhe reconhecem os resultados no controlo de sintomas de bebés e crianças. O seu principal papel é facilitar o normal desenvolvimento infantil através de técnicas manuais suaves que devolvem mobilidade e conforto ao corpo.
O corpo da criança, está sujeito a pressões e compressões, desde a fase intrauterina até após o seu nascimento. Estas compressões são muitas vezes, normais e fisiológicas, outras acabam por ser traumáticas, condicionando o desenvolvimento harmonioso da criança.
A Osteopatia Pediátrica tem um papel importante tanto no controlo das queixas imediatas como na prevenção de futuras condições, através da resolução das compressões e perdas de mobilidade do corpo.
Estas compressões podem levar a desalinhamentos e até deformidades da coluna e/ou do crânio que, se mantidos, ao longo do tempo levam a compensações e a alterações das várias estruturas do corpo do bebé. Em osteopatia, acreditamos que esta pode ser a origem de muitos problemas ortopédicos, disfunções cranianas, viscerais e das articulações tempero-mandibulares (ATM), entre outras, que nos dão limitações funcionais, dores e nos tiram a qualidade de vida, durante a infância, a adolescência e até mais tarde na idade adulta.
A gravidez e o parto podem ter alguns momentos críticos que podem levar a alterações, tais como: 1) Pouca atividade física da mãe durante a gravidez; 2) Apresentação pélvica (bebés sentados) ou cefálica muito precoce (bebés que deram a volta cedo); 3) Quedas da mãe ou dores lombares/ciáticas durante a gravidez; 4) Stress/trauma emocional; 5) Partos induzidos; 6) Partos distócicos (ventosas, fórceps, cesariana); 7) Partos muito rápidos (menos de 6h) ou muito longos (mais de 12h); 8) Partos com epidural; 9) Circulares do cordão umbilical (cordão à volta do pescoço do bebé ao nascer); entre outros
Apesar de clinicamente, atribuirmos a origem dos problemas a momentos da gravidez e parto, é depois de nascer, que efetivamente, se começam a denotar sinais e sintomas a que devemos dar atenção, pois a osteopatia pediátrica poderá ajudar a controlar e devolver normalidade às estruturas e trazer a tranquilidade ao bebé. Os principais fatores a ter em atenção são: 1) Torcícolos congénitos; 2) Dificuldade do bebé em rodar a cabeça para ambos os lados ou dificuldade em manter a cabeça na mesma posição, durante um período de tempo; 3) Dificuldades com a amamentação; 4) Bebés chorões, difíceis de acalmar ou consolar; 5) Alterações viscerais como cólicas, obstipação ou refluxo; entre outros.
O papel do Osteopata, entre outros, é promover o correto alinhamento de todas as estruturas, eliminar tensões que levam a desalinhamentos e que podem provocar desconforto e dores no bebé.

Ana catarina Almeida
Fisioterapeuta e Osteopata – Fisio S Brás