A nossa saúde depende de nós próprios!

A nossa saúde depende de nós próprios!

Estimados leitores do jornal “O Sambrasense” na publicação deste mês irei falar-vos sobre saúde de uma forma muito geral e o meu objetivo será que depois de lerem este texto, no mínimo, se sintam mais bem informados e que entendam, acima de tudo, que a nossa saúde depende principalmente de nós próprios.

Todos nós somos seres humanos e, infeliz e inevitavelmente, em alguma fase da nossa vida teremos algum problema de saúde. Poderá acontecer devido a um acidente, doença espontânea ou degenerativa, disfunção do movimento pelas posturas ou movimentos repetidos que realizamos diariamente ou por qualquer outro motivo.

Quando não nos sentimos bem e necessitamos de algum cuidado de saúde específico o primeiro dilema é logo “onde é que posso resolver o meu problema, deverei ir a um hospital ou centro de saúde público, ou a um hospital ou clínica privada?”. Nesta situação a capacidade económica que temos e se temos ou não um seguro ou subsistema de saúde é uma questão relevante e que influencia a nossa decisão.

No entanto, não é para mim isto o mais importante. Quando temos um problema de saúde o fundamental é recorrermos a algum profissional de saúde de referência se o tivermos ou procurar um que seja indicado, através de um amigo ou familiar que possa já ter tido algum problema de saúde semelhante.

Quando nos deslocamos a esse profissional de saúde, médico, fisioterapeuta, psicólogo, enfermeiro, nutricionista, terapeuta da fala ou qualquer outro, é essencial termos um papel ativo durante o processo de avaliação, diagnóstico e, principalmente na decisão sobre o tipo de intervenção clínica que nos irão aplicar.

É muito importante pedirmos ao clínico para nos explicar, de forma que possamos entender, qual é o nosso problema, quais as causas, consequências e que cuidados teremos que ter numa fase inicial.

Cabe ao profissional de saúde ter a competência para poder transmitir esta informação ao utente, mas infelizmente, por vários motivos isto não acontece e o doente sai de uma consulta sem perceber efetivamente qual é o seu problema e o que pode fazer para se ajudar a si próprio.

Na verdade, considero que é o paciente que deve assumir a maior responsabilidade e decisão sobre a terapêutica que irá recorrer, mas para isto os profissionais de saúde deveriam sempre colocar as várias hipóteses “em cima da mesa”, explicar os prós e contras de cada solução e, em conjunto com a pessoa decidir o que fazer e para que direção avançar. É neste ponto que eu quero tocar e dizer-vos que somos nós próprios, enquanto utentes, que deveremos ter sempre uma atitude ativa e de conhecimento aprofundado sobre os nossos problemas de saúde para que possamos lidar e resolve-los da melhor forma.

Qualquer profissional de saúde, incluindo os médicos, deverão ser treinados para nos ensinar e transmitir todas as informações sobre a nossa condição de saúde. Isto porque, desta forma a pessoa que está doente e fragilizada terá uma maior segurança, noção de controlo e conhecimento em todo o seu processo de recuperação.

Por outro lado, enquanto utentes temos o dever de perguntar, mas principalmente o direito de ver todas as nossas dúvidas esclarecidas.

Fico-me por aqui, desejo-vos boas férias se for o caso e muita saúde para uma vida feliz e com qualidade!

Tiago Caseiro
Fisioterapeuta